Os dias não têm sido fáceis, e não tem sido fácil lidar com esta "distância". E digo distância entre aspas, porque existe contacto, a presença é constante, mas sinto que falta algo mais. Não sei o quê, não sei definir, não sei decifrar o que é. Por vezes, sinto-me sem forças. Parece que no lugar do coração se encontra uma pedra com um peso excessivo, mas consigo sempre devolver a realidade à minha mente. Muitas vezes divago e imagino como seria se (...) E deixo o "se" em suspenso porque os meus pensamentos não vão além disso mesmo, meros pensamentos. Nem sempre sou forte, nem sempre sou de ferro, e há coisas que vejo que excedem a minha capacidade emotiva. Muitas vezes os meus olhos enchem-se de lágrimas mas consigo contê-las e evitar que alguém as veja cair. Não é medo, não é vergonha, é apenas o cansaço de algo que nem sei contar. Gostava que algum dia fosse diferente, que me surpreendesses ou me dissesses alguma coisa que eu pudesse guardar, junto dos melhores momentos. Tenho saudades 'daqueles' momentos, quando me beijavas e eu desejava que repetisses só para que pudesse interiorizar que não era um sonho e lembrar-me sempre que quisesse. Porque a vida é feita de pequenos nadas que se transformam em grandes tudos.